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Pintando o Sete e Desenhando os Outros - 2000
 
 
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Pintando o Sete e Desenhando os Outros

   Mais que chargista da cidade, Régis Soares é um atento cronista a retratar a vida com invulgar humor e incrível percepção crítica do cotidiano, sendo, ao mesmo tempo, divertido, sarcástico, astuto, provocador, debochado, mas, acima de tudo, compenetrado.

   Em Pintando o Sete e Desenhando os Outros, Régis nos brinda com um apanhado de quadras, muitos deles inéditos, que confirmam a perspicácia de um artista perfeito.

   É a oportunidade de reviver a história recente, na política, na economia, no esporte, enfim, uma síntese do que andou acontecendo nos últimos tempos, na narração de um traço simples e terno – humano.

   Ah! Não dá pra não rir com o Éneas, assim como é muito engraçado ver que o presidente tarado está fazendo com o mundo.

   Nem sempre a gente pode passar pela Rua Etelvina Macedo de Mendonça – Torre, pra conferir 'a ultima' do Régis. Eis, então, a chance de 'rir melhor' – mesmo que atrasado.

   Mas Régis não só faz rir. Do mesmo modo como diverte, o seu trabalho suscita reflexão.

   É o desabafo do cidadão que não perdeu a faculdade da indignação antes a indignação de uma sociedade espúria, de políticos desonestos. É assim na crítica ao salário dos professores, na avaliação da crise do desemprego, na discussão da questão agrária, na insatisfação com a cartolagem do futebol, na constatação da insegurança pública e na denúncia contra a violência policial, dentre tantos outros registros.

   É pra relaxar.

Germano Barbosa