Nunca tão importante foi para a comunidade pessoense, centro político e cultural da Paraíba, a formação de opiniões atiradas e cortantes, sobretudo ilustradas pelas cores vivas do humor. Numa sociedade de valores éticos e estéticos distorcidos pelos vícios das elites patrimonialistas nada mais salutar e acolhedor que uma voz brotada dos traços de um chargista antenado com os problemas da cidade.
Regis Soares tornou-se imprescindível para todos nós, figura popular e um dos artistas paraibanos de maior expressividade. Seus painéis, lá na Torre, são esperados tais quais um dia foram as crônicas do Rubem Braga ou a poesia distinta de Mario Quintana.
Este flamenguista danado já está sendo estudado na UFPB, foi tema de mestrado e, sem figurar como membro de academias literárias, se tornou imortal. Vadiando e namorando a história pulou pra dentro dela.
Com muita consideração e respeito por este sujeito que literalmente brinca em serviço.